Nos últimos anos, a ciência tem mostrado que aquilo que comemos não influencia apenas o corpo, mas também a mente especialmente durante a infância, fase em que tudo está sendo construído: Conexões cerebrais, identidade, autocontrole, afetividade e a forma como a criança lida com o mundo ao seu redor.
Mas, se isso é tão evidente, por que ainda não tratamos a alimentação infantil com a devida atenção no meio da rotina escolar?
Alimentação e Emoções: uma via de mão dupla
O cérebro infantil está em constante desenvolvimento. E esse processo depende diretamente de nutrientes essenciais para formar neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, que influenciam no humor, na memória, na concentração e até na regulação da ansiedade.
Agora pense comigo: uma criança que consome regularmente alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e aditivos, e tem pouco acesso a frutas, vegetais e refeições equilibradas, tende a apresentar mais irritabilidade, dificuldades de foco e instabilidade emocional.
O problema é que muitas vezes isso não é percebido como uma consequência alimentar, mas sim como “fase”, “birra” ou “falta de limites”. E assim, a raiz emocional ligada à alimentação continua sendo ignorada.
Na prática escolar: onde entra a Educação Nutricional?
A escola tem um papel essencial na formação de hábitos saudáveis. É onde a criança passa boa parte do dia, observa, aprende, imita e constrói suas referências.
Quando a educação nutricional é inserida de forma didática, lúdica e sequencial, ela ajuda a criar um espaço de pertencimento, segurança alimentar e até de expressão emocional. Isso vai muito além da merenda: é sobre aprender, desde cedo, que cuidar do que se come é uma forma de cuidar de si.
E aqui entra o grande diferencial: o Programa Educar e Nutrir na Escola foi pensado para unir saúde, pedagogia e inovação de forma acessível. Por meio de livros, materiais interativos, vídeos e atividades experimentais, as crianças não apenas aprendem sobre os alimentos elas constroem uma relação saudável com a alimentação.
Resultados que vão além do prato
As escolas que adotam o Programa relatam melhora na aceitação alimentar, no comportamento em sala, no vínculo com os colegas e até no envolvimento das famílias. E isso não é coincidência.
Uma alimentação equilibrada, aliada ao conhecimento e à valorização do autocuidado, impacta diretamente a autoestima, a segurança emocional e o bem-estar da criança. Sentir-se capaz de montar seu próprio prato, reconhecer o que faz bem e participar de um processo educativo ativo gera empoderamento e equilíbrio emocional.
Conclusão: Saúde emocional começa no prato (e na escola)
Promover saúde emocional na infância é urgente. E não dá para fazer isso sem olhar com atenção para o que vai no prato e para o que vai além dele. Escolas que integram a educação nutricional ao currículo estão contribuindo diretamente para o desenvolvimento de crianças mais conscientes, equilibradas e felizes.
E você? Já pensou como sua escola pode transformar a alimentação em uma ferramenta de bem-estar emocional?
Conheça o Programa Educar e Nutrir e veja como podemos apoiar sua instituição nessa missão.